29 de setembro de 2012

Canção dos umpa-lumpas para Veroca Sal


Essa é a Veroca Sal.

Sal demais em qualquer comida
Deixa a gente com a garganta ardida.
Veroca Sal não é sal, é criança,
Mas deixou entre nós ardida lembrança.
Mimada, estragada, entojada, briguenta,
Tem tudo o que quer e não se contenta.
Escreveu não leu ela chama o pai,
Só abre a boca e pede o que sai:
Brinquedos, doces, qualquer bugiganga.
Se é tempo de uva ela pede manga,
Se em casa tem doce ela pede salgado,
Se tem rapadura ela pede melado.
Se está na Itália quer ir pra Argentina,
Se está na praia quer ir pra piscina.
Exige e quer tudo o que sonha
Essa é a Veroca sendo atacada pelos esquilos.
E o pai obedece que nem um pamonha.
A mãe, outra tonta, está sempre aflita,
Naquela família só a filha é que apita.
Mas na fábrica quem manda é Seu Wonka
E a Veroca acabou levando uma bronca:
Você pensa que aqui está na sua casa?
Que pode pedir galinha sem asa
E querer transferir o Amazonas pro Nilo?
Pois só faltava querer um esquilo!
Pra uma menina com tanto capricho
O melhor lugar é no meio do lixo.
Mas não se preocupe, vai ter companhia,
Vai ter papel velho e caixa vazia,
Lasanha estragada ainda com molho,
Feijão azedo com resto de repolho,
Espinha de peixe, osso de galinha,
Casca de banana e lata sem sardinha.
Pra quem só conhece riqueza e luxo
Vai ser difícil aguentar o repuxo.
Mas pra Veroca é esse o remédio
Pra não acabar morrendo de tédio.
Pois essa mania de pedir só besteira
Bem lá no fundo é uma grande canseira.

(DAHL, Roald. 1964; traduzido por Dulce H. Vainer; ilustrações de Cláudia Scatamacchia)

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Essa canção foi cantada pelos umpa-lumpas logo após Veroca Sal invadir a Sala das Nozes, na Fábrica do Sr. Willy Wonca, e tentar pegar um esquilo; no mesmo instante todos os esquilos a atacam e a jogam no lixo. Essa história é do livro A Fantástica Fábrica de Chocolate.

26 de setembro de 2012

Canção dos umpa-lumpas para Violeta Chataclete

Essa é a Violeta Chataclete.
Criança que não tira chiclete da boca
Fica com cara de cabeça oca,
Essa é a Violeta como amora.
É pior ainda que criança remelenta,
Mais irritante, feia e nojenta.
A propósito disso me vem à memória
Esta trágica, horrível e triste história:
Era uma vez a doce Teresa
Que apesar de dona de rara beleza,
Mulher de respeito e fina senhora
Comprava chiclete a toda hora.
Mascava chiclete o dia inteiro,
Na cozinha, no quarto, no banheiro,
Na rua, no trabalho, dentro da igreja,
E até no barzinho tomando cerveja.
O chiclete da moça virou piada,
As pessoas comentavam e davam risada.
Um belo dia acabou a comédia
E o que era engraçado virou tragédia.
O hábito da moça virou mania;
Ela quis parar e não conseguia.
No meio da noite se o chiclete acabava,
Teresa ia mascando tudo o que achava:
Bala, macarrão, queijo, berinjela,
Se acabava a comida mascava a panela.
Mastigava almofada, toalha, tapete,
Pasta de dente, escova e sabonete,
Bolsa, sacola e sola de sapato,
Ia pro jardim e comia até mato.
Sua boca mascava que nem maquininha
Teresa acabou perdendo o que tinha.
O queixo cresceu, a boca inchou,
Foi indo, foi indo, Teresa pirou.
Nem pra dormir ela tinha sossego
É claro que acabou perdendo o emprego.
Por isso essa tal Violeta Chataclete
Que já é meio chata e metida a vedete
Precisa com urgência de uma lição
Porque daqui a pouco não tem salvação.
Uma coisa é saber que a menina Violeta
Sempre vai ser um pouco zureta.
Mas ninguém lhe deseja a imensa tristeza
De acabar maluca como a Teresa.

(DAHL, Roald. 1964; traduzido por Dulce H. Vainer; ilustrações de Cláudia Scatamacchia)

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Essa canção foi cantada pelos umpa-lumpas logo após que Violeta Chataclete masca um chiclete que estava em processo de testes e, portanto, ocorreu um problema: ela virou uma amora! Essa história é do livro A Fantástica Fábrica de Chocolate.

23 de setembro de 2012

Canção dos umpa-lumpas para Augusto Glupe

Este é o Augusto Glupe.
Augusto-gusto! Augusto-gusto!
É olhar pra ele e morrer de susto!
Pão, requeijão, bala, macarrão,
Só pensa em comer o gordo bobão.
Não dá sossego, tudo ele quer,
Por todo canto ele mete a colher.
Não sabe cantar, não sabe sorrir,
Sua vida é só mastigar e engolir.
Menino mais chato, pessoa xinfrim!
O que fazer em casos assim?
A gente podia estalar o dedo
E fazer Augusto virar brinquedo!
Bola de gude, pião, peteca,
Jogo de damas, balão, boneca.
Mas desse menino tão mal humorado
Só ia sair brinquedo quebrado.
E se o Augusto, minha gente,
Virasse um tubo de pasta de dente?



Este é o Augusto no rio de chocolate.
Mas pasta de dente tem gosto de menta,
E o gosto do Augusto ninguém agüenta!
Mudar de verdade esse paspalho
Vai dar mesmo muito trabalho
Pra adoçar esse humor tacanho
A primeira coisa vai ser um banho
Mas não pensem vocês que vai ser de chuveiro
O Augusto vai entrar de corpo inteiro
Num rio de calda de chocolate.
Depois então é bate-que-bate,
Põe creme, enrola e põe cobertura
Que tem de secar até ficar dura.
Esta receita é pra fazer bombom fino,
Mas não sei se dá certo bombom de menino.
É um bom tratamento, sem crueldade,
Ninguém está a fim de fazer maldade.
O Augusto é fogo, haja paciência!
Mas não é caso pra agir com violência.
Então não se assustem, não tenham medo.
Só queremos um Augusto menos azedo.

(DAHL, Roald. 1964; traduzido por Dulce H. Vainer; ilustrações de Cláudia Scatamacchia)

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Essa canção foi cantada pelos umpa-lumpas logo após que Augusto Glupe cai no rio de chocolate, fica preso no cano de sucção e é levado para a Sala de Calda de Chocolate na Fábrica do Sr. Willy Wonka no livro A Fantástica Fábrica de Chocolate.

20 de setembro de 2012

O sarcófago de Tutancâmon

Certa vez, Renata conheceu uma menina que era muito curiosa, seu nome era Najla. Ela foi morar ao lado de sua casa, sendo assim, os pais de Renata foram recebê-la.
Num certo dia, Renata chamou Najla para brincar, ela lhe contou que em sua casa descobriu um lugar no porão, mas não teve coragem para entrar e que mesmo assim estava morrendo de curiosidade. Ouvindo tudo isso, Renata teve a ideia de irem juntas para lá, meio com dúvida porque nunca tinha ouvido falar naquele lugar estranho no porão da casa de Najla.
E lá foram as duas. Quando estavam chegando lá, Renata lembrou que o antigo dono, o senhor Nadhiel, era fascinado pelo Egito, mas nunca tivera visto nada dentro da casa sobre tal assunto. Nesse momento, Najla avisou Renata que tinham chegado. Esta tomou um susto, pois na parede do porão estava pintado com muita nitidez Osíris, o deus da morte, além de vários sinais que pareciam hieróglifos, mas que elas não entendiam. Assim, se entreolhando, Najla perguntou para Renata se ela teria um livro sobre o assunto. Como a responta foi afirmativa, as duas correram para a casa de Renata para procurar o livro. No dia seguinte, elas estariam na tal sala secreta.
Finalmente, o dia tão esperado chegou: o dia de entrar na sala. As duas se encontraram na rua e correram para o porão. Abrindo o livro, Renata lia com cuidado cada palavra, cujo significado correspondente era como se fosse um quebra-cabeça. Ao terminarem, desvendaram o mistério: “Se quiserem entrar nesta câmara, aperte o abrir, em seguida o confiar, então ela se abrirá”.
E foi exatamente o que elas fizeram: apertaram o abrir e o confiar. De repente, algo se abriu e avistaram uma câmara. Renata quase caiu dura no chão, pois lá estava a lendária tumba de Tutancâmon, toda coberta de ouro e pedras preciosas. Além disso, a sala estava cheia de hieróglifos.
Najla, olhando tudo aquilo, logo foi abrindo a tumba e... surpresa!, lá estava mumificado o senhor Nadhiel. Nesse momento, Renata disse que não foi à toa que tudo estava lá sem ninguém ter roubado e ainda acrescentou que achava que nem mesmo a mulher dele sabia daquilo. Najla, em seguida, pegou o celular e ligou para a polícia e para o museu relatando sobre toda a descoberta.
Assim, no outro dia, Najla e Renata foram chamadas à delegacia e, em seguida, recompensadas pelo museu pela bela descoberta de todos os mistérios. Também foram informadas que o sarcófago de Tutancâmon fora enviado para Paris, na França, e que todos estavam agradecidos.

(OLIVEIRA, Kassy Mary Kakuhama; 11 anos)

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Esse é o último texto furtado do livro Noite e Dia Prosa e Poesia. Espero que tenham gostado de todo esse tempo de textos de escritores desconhecidos do público.
Veja todas as publicações selecionadas deste livro neste link.

17 de setembro de 2012

Amor

Levantei. Era mais um dia frio de inverno. A neve caindo e eu pensando em como ele era quente, como esquentava meu corpo. Seu gosto era adocicado. Podia estar me esquentando bem agora. Podia estar em ninhas mãos, tocando minha boca. Mas não, ele não estava aqui. Estava lá. Do outro lado do balcão do bar, me olhando como se dissesse: “Venha, estou te esperando'. E eu não podia fazer nada, então ficava olhando. Secava tanto que às vezes o imaginava em minha boca e pensava:
- Ai, como eu amo chocolate!!!

(ROCHA, Ana Carolina Cavalcanti; 13 anos)

14 de setembro de 2012

A varinha mágica

Luciana estava voando feliz da vida.
Ela deu uma cambalhota, caiu no chão e sua varinha caiu no bosque.
Um menino estava passeando e encontrou a varinha. Ele fez um pedido.
Ele pediu que ninguém cortasse as árvores do bosque.

(NIRO, Rodrigo de Carvalho; 7 anos)

11 de setembro de 2012

O balãozinho colorido

Era uma vez um balãozinho que era colorido e que tinha muitos amigos, ele vivia muito feliz, mas não se conformava com uma coisa: todos os outros balões tinham só uma cor.
Um dia ele estava pensando nisso e de repente veio um amigo dele e falou:
- Por que você não está brincando conosco lá no parque?
O balãozinho falou:
- Eu estou pensando por que eu sou colorido.
O amigo respondeu:
- Porque sua família é colorida.
Então, ele aprendeu que todos são diferentes uns dos outros, mas todos podem ser amigos.

(ABDALLA, Stephanie Graeml; 7 anos)

8 de setembro de 2012

Três segundos no ar

Por quê? Todo dia de manhã me fazem correr no gramado frio. Eu corro, corro, corro... O quê? Parar?! Não! Não posso...Eles não deixam. São 22 atrás de mim, correndo. Dois me pegam e vinte me chutam, me dão cabeçadas. Como dói! Mas... Ei! Por que estou parado? Não! Por favor! Não me chute! Ai, lá vou eu. Um, dois, três segundos no ar! Me segure, por favor! Não! Eu vou bater na rede! Gol!

(BOGONI, Mateos; 13 anos)

5 de setembro de 2012

Jogos escolares

Nikkie era uma menina ótima em natação! Ia ter uma prova de natação na escola e nem se preocupou, pois sabia que era boa (será?).
O dia dos jogos escolares chegou e Nikkie tinha certeza que ia conseguir o 1º lugar.
Foi lá sem nenhuma preocupação, como sabia que ia tirar 10, nadou de qualquer jeito.
Anunciaram as colocações:
- Nikkie, último lugar!
Ela saiu do colégio muito triste.
Neide saiu coma medalha de 3º lugar. Logo depois saiu Saiury com a de 2º lugar.
Finalmente, aparece Jucilei com a medalha de 1º lugar e diz pra Nikkie:
- Nikkie, você não se classificou na natação?
Nikkie fala tristemente:
- Fiquei em último lugar!
Jucilei explicou para Nikkie que isso não importava e o mais importante era o esforço, tentar competir e a amizade delas!

(BUENO, Isabela Simões; 8 anos)

2 de setembro de 2012

Quem sou?

Sou um herói para a sociedade
Ou apenas mais um nesta cidade? 
Tenho um grande nome 
Ou sou alguém que passa fome? 
Tenho um grande coração 
Ou sou o primeiro a praticar corrupção? 
Tento fazer graça 
Ou sou uma grande farsa? 
Quero ser presidente 
Ou sou um pai adolescente? 
Tenho respeito 
Ou vivo o preconceito? 
Quero ter uma paixão 
Ou vivencio a discriminação? 
Quem sou eu? Quem sou eu?

(SANTOS, Paulo Ricardo Gomes Fernandes dos; 14 anos)
 

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