30 de agosto de 2012

O encontro com o Saci

Retrato do the Saci-pererê (2007), por J. Marconi.
Uma noite eu fui na floresta, de repente eu vi uma coisa vermelha.
Eu me aproximei e não acreditei, mas era verdade! Era o Saci-pererê!
O Saci disse:
- Você veio destruir a natureza?
- Não. Só estou perdido! falei.
- Não se preocupe, eu vou fazer uma mágica, falou o Saci.
Então o Saci iluminou o caminho para a cidade e quando cheguei em casa a minha mãe perguntou:
- Onde você estava?
- Na lenda do Saci-pererê!
A minha mãe deu risada.

(REMOR, Enrique Antonio; 7 anos)

27 de agosto de 2012

As Olimpíadas

Eu achei muito legal as Olimpíadas de 2004. O Brasil ganhou medalhas de bronze, ouro e prata. Sinal que o Brasil vai ganhar as Olimpíadas de 2005.

(SACIOTTI, Heitor Grein; 6 anos)

24 de agosto de 2012

O passeio no parque


Ao chegarmos no parque, brincamos um pouquinho, depois participamos de brincadeiras, depois lanchamos na churrasqueira, depois brincamos um pouquinho.

(BUENO, Guilherme de Morais; 6 anos)

21 de agosto de 2012

Baleia

A baleia vive no mar.
Ela come peixe.
A baleia é pesada.
Ela é mamífera.

(SANTOS, Jackeline Pereira dos; 6 anos)

18 de agosto de 2012

Um analfabeto de primeira

Eu estava passeando no terminal do Carmo, num sábado, quando vi um analfabeto querendo pegar um ônibus.
Fui até lá e ele estava querendo identificar o ônibus.
Perguntei a ele:
- Que ônibus você quer pegar?
Ele respondeu:
- O Interbairros.
Eu falei:
- Você não sabe ler?
Ele disse:
- Não.
- Matricule-se numa escola.
No dia seguinte, ele estava estudando na minha sala e em três semanas lia Júlio Verne melhor que a professora.

(STABILE, Lúcio; 10 anos)

15 de agosto de 2012

Confusão dos contos

Espelho, espelho meu. Todos conhecem essa história, mas será ela tão normal?
Existia uma menina que trabalhava muito para a sua madrasta e todo dia de manhã se perguntava:
- Existe alguém mais bela do que eu?
E é claro, nenhuma resposta. Certo dia, quando ia vender seus docinhos na floresta encontrou três porquinhos que rapidamente montaram três casas. Uma de palha, outra de concreto, e a terceira de madeira. Achou aquilo fascinante e foi vender seus docinhos para eles. Todos compraram. Continuou sua caminhada para a casa da vovó, mas no caminho ela encontrou um lobo muito bom, que ajudou com os docinhos.
Mas ao chegar na casa da vovó, ela percebeu algo estranho e perguntou:
- Seus olhos aumentaram?
E resposta rápida da vovó:
- Sim, querida, são para te ver melhor.
- E essa bocona, é para quê???
Como a vovó estava faminta, disse:
- São para te comer...
Com um grito estridente, saiu correndo daquela vovó maluca. Mas, acidentalmente, acabou entrando na casa dos sete anões. Um deles lhe ofereceu uma maçã. Ao pegá-la, percebeu uma minhoca e desmaiou. E graças ao espirro do anão Atchim, acordou e foi para casa.
Logo ao amanhecer, ouviu uma de suas meio irmãs gritando por seus cafés, acordou de um sonho muito maluco e, como de costume, se perguntou:
- Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?
Surpreendentemente, uma resposta:
- Sim, é a vovó!

(RIEPING, Taís; 13 anos)

12 de agosto de 2012

Vou-me embora pra teu coração

Vou-me embora pra teu coração
Lá onde serei rei
E ao lado de minha rainha
Por mil anos reinarei
Vou-me embora pra teu coração

Vou-me embora pra teu coração
Aqui fora eu sou infeliz
Aqui toda verdade é uma ilusão
E toda mentira maldição
Só aí posso encontrar felicidade
Matar minha sanidade
Esta pura verdade
A eterna mentira que sempre vive

E como eu terei teus lábios
Possuirei todos teus beijos
Te tomarei em meus braços
Realizarei meus desejos
Te envolverei em abraços
E quando teus olhos caírem de cansaço
Com ternura te encostarei em meu peito
Serei do teu corpo o leito
E dos teus sonhos, realidade
Luxúria, prazer, insanidade
Serei teu escravo e tu minha rainha
Vou-me embora pra teu coração

Em teu coração tem tudo
É um outro mundo
Lá tem rios de felicidade
E montanhas de intimidade
Tem os fios de seda do teu cabelo
Tem o sol do brilho dos teus olhos
Tem teu perfume na brisa, terno, morno, belo.

E então nunca mais serei triste
A morte não me alcançará
E se alguma lágrima da face rolar
Será apenas de alegria
- lá eu sou rei -
e ao lado de minha rainha
por mil anos reinarei
Vou-me embora pra teu coração.

(JUNIOR, Luís Boaventura Goulart; 17 anos)

9 de agosto de 2012

Precisamos de mudanças?

O mundo está louco? Onde ele irá parar?
Será que a humanidade não se cansa de errar?
Mesmo ao tentar, não se esquece de amar?
Então, será que o mundo precisa mudar?
Com certeza. Hei de concordar comigo, não está uma beleza.
E o povo vai falar?
Ele tende é a se calar.
Aceitar o que está, e se curvar ao que virá.
Eu ainda não sei o que virá.
Eu ainda não sei o que quero.
E isto inclui ficar calado, presenciando um fato errado.
Nisto eu quero acreditar.

(JUK, Rayman Aluy Virmond; 15 anos)

6 de agosto de 2012

O dia do abandono

Certa manhã, acordei com o sol batendo na minha cara. Fui até a sala e, para meu espanto, as malas colocadas por ele no sofá, na noite anterior, tinham sumido.
Procurei-o por toda casa, mas ele não estava em parte alguma. Será que teria me abandonado? Não podia acreditar! Achava que ele me amava tanto.
Durante o dia tanto, mesmo com o céu azul e o sol forte, não saí da minha cama. Não almocei, não fiz nada. Sem ele, como poderia viver? Sem o seu carinho, sem o seu amor? Entrei em depressão e dormi um pouco mais, pensando que tudo fora um pesadelo, mas não! Ele tinha mesmo partido e me abandonado! Então, no auge do meu desespero, enfureci de vez! Queria destruir tudo que encontrasse pela frente. Pendurei-me nas cortinas, rasguei as almofadas, derrubei o vaso de flores que ele deixara na janela. Mas nada me fazia me sentir melhor.
Na manhã seguinte, para minha surpresa, a porta se abriu: ele estava de volta! Meu coração se encheu de alegria! Voltei a ser um gato feliz novamente. Acho que ele, meu dono, também ficou feliz em me ver, pois, além de não brigar comigo pelo estrago feito na casa, ainda me trouxe um novelo de lã.

(ABREU, Carolina Alcoforado de; 12 anos)

3 de agosto de 2012

Crise de identidade

Todo dia, todavia
Minha vida é sempre igual
Sem movimento, sem alegria
Nem lembro qual era meu ideal.

Vejo os outros confiantes,
Com tantos amigos,
Tão jovens, tão elegantes,
Todos com grandes sorrisos.

E eu aqui,
Tão quieta, tão só
O sorriso perdi
E minha fé virou pó.

Sou um espantalho sem plantação,
Um barco sem mar,
Poeta sem inspiração,
Peixe que não sabe nadar.

Sou apenas um... “nada”,
Mas quero alguma aventura
Para livrar a alma
Dessa falsa ditadura.

Ditadura que criei
Ditadura que alimentei
Ditadura que cresceu
Porque meu amor não apareceu.

E vou vivendo
Procurando companhia
Um grande amor querendo
Que faça dos meus dias uma grande folia.

(IAREMA, Bárbara Gomes; 14 anos)
 

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