1 de julho de 2012

Texto indicado: Amor intenso sobrevive ao tempo

Éramos pequeninos e um amor já ali existia.
Vivenciamos coisas que só os anos que nos acompanharam sabem, tudo está guardado no baú de um tempo chamado verdade, o sol e as estrelas foram testemunhas de tal sentimento.
Uma vez segurei em sua mão e não mais soltei, outra vez beijou-me os lábios e tudo ficou cravado, não na face, mas no coração. Um amor que não tinha cores destacadas, tudo era sintonia, espetáculo que acontecia a cada vez que nossos olhares, mãos e lábios se encontravam.
Onde quer que fôssemos, tudo que respirávamos era amor, cheiro de coisa sagrada, jeito de sonhos que no ato de se sonhar já ali realizavam-se.
Da infância nos despedimos, mas dela saímos juntos.
Passamos a sentir o amor, não aquele da inocência plena e sim mesclado pelos desejos e paixões da juventude misturados com alguns devaneios e sintomas de ciúmes em uma dosagem certa que servia apenas para alimentar a chama do amor que sentíamos. Palavras, toques, sentimentos, alegrias, lágrimas: tudo existiu, mas não conseguiu vencer a força que tinha esse amor.
Chegamos a fase mais linda, envelhecemos juntos, e hoje olhamos para trás e vemos os passos e caminhos trilhados até chegarmos aonde estamos, e estamos exatamente nesse lugar: no mundo da compreensão e de limitações que a idade nos trouxe, mas foi só assim que podemos olhar ainda nos mesmos olhos os quais olhávamos na infância e na juventude e dizer com a certeza e verdade: ''EU SIMPLESMENTE TE AMO''.
Eu te disse que ia ser eterno!

(NOBREGA, Sandra; Facebook)
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Esse texto foi indicado por uma leitora do blog Furtando Textos.
Irei publicar os textos indicados pelos leitores todo domingo (se tiver algum texto).
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